ASSINE

Não deixe de assinar em nosso livro de visitas e participar do forum de discursão do site.

Clique aqui e teste a sua visão on-line

Saiba mais sobre o glaucoma

Glaucoma - Prevenir é o melhor remédio

 Notícias

Celular facilita a vida de deficientes.

O locutor de rádio Alberto Pereira, cego desde a infância, tem um software que lê tudo o que está escrito na tela do celular.

Pessoas com problemas de visão, audição e/ou fala utilizam o telefone para superar barreiras do dia-a-dia.

Lançando mão de truques ou acessórios, muitos deficientes visuais e auditivos desfrutam da comunicação móvel usando celulares. Apesar de não receber a atenção devida das operadoras, é um público significativo em volume. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000, 5,7 milhões de brasileiros têm limitação auditiva e 16,4 milhões apresentam deficiência na visão.

O locutor de rádio Alberto Pereira, cego desde os 13 anos, tem um celular Nokia 9210i. Com o aparelho, pode receber e enviar mensagens de texto, identificar ligações, gravar compromissos e contatos na agenda, usar a calculadora, “ler” textos e planilhas, além de conversar. Tudo isso graças ao software Talks, distribuído pela Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, a Laramara. “Assim posso usar o celular como qualquer outro usuário”, diz.

O programa Talks “lê” todo o texto que aparece na tela e diz quais comandos estão sendo dados. Compatível com 15 celulares comuns do sistema GSM, é usado por mais de 500 usuários no Brasil.

Além de locutor, Pereira trabalha na Laramara e faz palestras para difundir o uso do Talks. “Seria ótimo se as operadoras fornecessem o software como forma de fidelizar o cliente que é deficiente visual”, sugere. “Não como caridade, como forma de negócio.”

Amigo de Pereira, Paulo Henrique Graça, cego há dez anos, também usa o Talks instalado no seu Nokia 7610. Quando pega o ônibus de São Paulo para Guarulhos, cidade onde mora, na Grande São Paulo, ele comanda o celular para avisá-lo quando seu ponto está chegando. O software tem um módulo de localização via satélite GPS (Global Positioning System), que permite cadastrar pontos. “Assim, posso ‘ler’ livros e até dormir no ônibus, sem risco de perder o ponto”, diz Graça.

O assistente de administração Antonieti Bernardes Jorge, que perdeu 60% de sua visão, é outro usuário do Talks. “Com esses recursos tecnológicos, trabalho em pé de igualdade com outros profissionais”, diz. Jorge adora mandar piadinhas para os amigos por mensagem de texto e até usa a câmera fotográfica do celular. “No começo fica uma droga, mas depois você se acostuma e acerta”, conta.

O Talks é muito útil para o deficiente visual, mas custa caro (R$ 950), reclama o professor aposentado Antônio Carlos Grandi, que perdeu a visão há cinco anos. “Meu amigo me mostrou, me interessei, mas acho que o preço é exagerado”, diz.

Grandi tem um celular Nokia 3115 que recebe comandos de voz. “Os telefones mais importantes estão memorizados”, explica. Para digitar outros números de telefone, ele localiza as teclas pelo tato, tendo como parâmetro uma marquinha que fez numa delas.

 

06/02/2008Fonte: Estadão

 

  • Ir para o índice das notícias
  • Ir para o menu de navegação
  • Voltar ao início desta notícia

Copyright - Todos os direitos reservados - VEJAM.COM.BR vejam@vejam.com.br

Desenvolvido por VIRTUAL E DIGITAL