A pesquisa com células-tronco, que traz promessas para tratamentos de uma ampla variedade de doenças, é também uma chance de cura para algumas formas de cegueira. Em doenças tanto da retina como da córnea, células-tronco derivadas de animais adultos ou recém-nascidos indicam excelente habilidade em substituir as células danificadas que possam ser a causa do problema.
Atualmente, células-tronco do tecido embriônico humano não são utilizadas pelo Instituto de Pesquisas Schepens Eye, local onde o estudo foi efetuado.
As células-tronco são células progenitoras - que ainda não sofreram diferenciação e que podem gerar qualquer tipo de célula no corpo. São encontradas em embriões e em alguns tecidos adultos.
Cientistas afirmam que a pesquisa biomédica que utiliza células-tronco extraídas de embriões humanos pode levar à cura de várias doenças, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer, bem como a tratamentos para cérebros inabilitados e para lesões espinhais. Podem também ser úteis para a cura de doenças que levam à cegueira.
Nos laboratórios de Schepens, os cientistas utilizam células-tronco neuroniais de roedores recém-nascidos para tentar substituir os foto-receptores danificados da retina de roedores adultos. Esse processo é conhecido como transplante retinal e traz esperanças de que células retinais danificadas possam ser substituídas por células novas e saudáveis, restaurando a visão.
As células-tronco adultas transplantadas na retina realmente se tornam células retinais e fazem conexões através do nervo óptico até o cérebro. Embora ainda não se saiba se realmente a função será restaurada, a descoberta é de grande importância.
Em outro laboratório, os cientistas utilizam células-tronco derivadas de animais para tentar tratar a síndrome do olho seco, na qual os olhos não produzem lágrimas, levando ao desconforto de milhões de pessoas, principalmente em mulheres na pós-menopausa. Uma das glândulas que produz um dos componentes das lágrimas é a glândula lacrimal.
Os pesquisadores estão utilizando células-tronco para tentar substituir as células danificadas da glândula lacrimal e restaurar sua função. Analogamente, isolaram células da conjuntiva de humanos e de olhos de camundongos que parecem ser células-tronco. Essas poderiam ser utilizadas para reparar as células danificadas da conjuntiva, restaurando sua função.
22/02/2007Fonte: Instituto de Pesquisas Schepens Eye
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