Uma vez detectado, o glaucoma deve ser rigorosamente vigiado por um especialista. A partir daí não pode haver negligência, embora – é preciso dizê-lo – ninguém se cure de um glaucoma. Como ninguém se cura da diabetes ou de hipertensão arterial. Uma doença crônica é isso mesmo: permanece e evolui lentamente. Já não se recupera o campo de visão perdido, mas pode travar-se o seu alastramento.
O objetivo do tratamento consiste, essencialmente, em diminuir a pressão intra-ocular, seja aumentando a quantidade de líquido drenado para fora do olho, seja diminuindo a sua produção.
Para os diferentes tipos de glaucoma, existem tratamentos específicos, desde as gotas oftálmicas até intervenções cirúrgicas. Um tratamento medicamentoso, além de reduzir a pressão intra-ocular, pode melhorar a circulação sanguínea da retina e dos nervos ópticos, bem como proteger as células nervosas receptoras. O laser é igualmente utilizado. Quanto à cirurgia, o oftalmologista recorre a este método quando os restantes falham. Mas a maior dificuldade na sua aplicação acaba por residir no próprio doente, já que, não se sentindo incomodado com a doença, não considera necessário submeter-se a uma cirurgia. Além disso, a intervenção cirúrgica não permite a melhoria da visão, garantindo antes a estabilidade a longo prazo e a manutenção da visão periférica, aquela que, como já se disse, vai diminuindo com o glaucoma.
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